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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
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FÁRMACOS REPOSICIONADOS NO COMBATE AO CÂNCER

O papel da Ivermectina na conexão Mitocôndria–Célula-tronco

FÁRMACOS REPOSICIONADOS NO COMBATE AO CÂNCER
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Nos últimos anos, a ciência tem avançado para um ponto muito interessante: entender que o câncer não é apenas um crescimento desordenado de células, mas um problema profundo no funcionamento da energia celular.

Essa energia é produzida dentro de estruturas chamadas mitocôndrias. Quando elas deixam de funcionar corretamente, a célula passa a produzir energia de forma “alternativa”, favorecendo o ambiente ideal para o câncer se desenvolver.

Ao mesmo tempo, existem dentro dos tumores as chamadas células-tronco cancerígenas (CSCs), que são as verdadeiras responsáveis por recidivas, metástases e resistência aos tratamentos tradicionais.

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A ciência moderna tem chamado isso de Conexão Mitocôndria–Célula-tronco (MSCC).

E é justamente aí que entram alguns medicamentos já conhecidos, mas que vêm sendo estudados com uma nova finalidade: o reposicionamento farmacológico (uso off-label).

Um dos mais estudados é a Ivermectina.

O que é a Ivermectina?

A Ivermectina é um medicamento derivado de uma bactéria chamada Streptomyces avermitilis e é tradicionalmente utilizado há décadas como antiparasitário.

O que a pesquisa recente demonstrou é que ela possui propriedades anticâncer importantes, atuando exatamente nos pontos mais críticos da MSCC.

Como a Ivermectina atua nas células cancerígenas?

Estudos mostram que a Ivermectina:

  • Induz autofagia (a célula passa a se “auto-destruir”)
  • Induz apoptose (morte celular programada)
  • Atua diretamente na mitocôndria, interferindo no metabolismo energético da célula tumoral
  • Inibe a glicólise (principal forma de produção de energia do câncer)
  • Regula enzimas fundamentais da etapa final da produção de energia (piruvato-quinase)
  • Produz um efeito pró-oxidante seletivo, que afeta preferencialmente as células cancerígenas
  • Atua sobre as células-tronco cancerígenas (CSCs), responsáveis por metástases e recidivas
  • Modula a ação de macrófagos no microambiente tumoral, interferindo na proteção que o tumor cria ao seu redor

Ou seja: ela não age apenas na “massa tumoral”, mas nas raízes metabólicas do câncer.

Comparações com quimioterápicos clássicos

Em estudos científicos comparativos:

  • In vitro (em laboratório), a Ivermectina foi mais eficaz que o Paclitaxel na inibição de células-tronco cancerígenas no câncer de mama.
  • In vivo (em organismos vivos), mostrou-se mais eficaz que a Gemcitabina na redução do peso e volume tumoral no câncer de pâncreas.

Isso chama muita atenção da comunidade científica, porque estamos falando de medicamentos consagrados na oncologia.

Segurança do medicamento

Outro ponto importante é o perfil de segurança da Ivermectina. Em voluntários saudáveis, doses únicas de até 2 mg/kg não apresentaram reações adversas graves.

Em pacientes oncológicos, o uso diário por até 180 dias, com doses até cinco vezes maiores que a dose padrão (até 1 mg/kg/dia), também não mostrou eventos adversos graves.

Esse dado é extremamente relevante quando pensamos em terapias de longo prazo.

Uso combinado com outras substâncias

Relatos clínicos mostram que a associação de:

  • Ivermectina
  • Dicloroacetato
  • Omeprazol
  • Tamoxifeno
  • levou à inibição do crescimento tumoral por disfunção mitocondrial, culminando na morte das células cancerígenas.

Mais uma vez, reforçando o papel central da mitocôndria no tratamento moderno do câncer.

O que isso significa na prática?

Significa que a medicina está começando a olhar o câncer não apenas como um problema genético, mas como um problema metabólico e energético.

E que medicamentos antigos, já conhecidos e seguros, podem ter um papel estratégico ao atingir exatamente essa conexão entre:

Mitocôndria + Célula-tronco cancerígena = a base da persistência do câncer.

Esse é um campo novo, promissor e respaldado por evidências científicas crescentes.

 

A Clínica Médica MP, com a liderança do Dr. Letulius Lira, representa hoje um novo paradigma no cuidado oncológico integrativo no Brasil.
 
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FONTE/CRÉDITOS: Por Dr. Letulius Lira
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DR. LETULIUS

Publicado por:

DR. LETULIUS

Pablius Letulius Barros Lira, 46 anos, médico e empresário.

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