Na política, até os acessórios podem se tornar instrumentos de disputa. Essa semana, aconteceu uma verdadeira guerra dos bonés na Câmara dos Deputados.
Tudo começou, literalmente, com uma ideia de Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais do governo Lula, que postou um boné com a frase "Brasil dos brasileiros".
Os bolsonaristas, que já vinham utilizando bonés como símbolo – inclusive o governador de São Paulo usou o boné do Trump com a frase "Make America Great Again" –, reagiram. Eles trouxeram de volta bonés com mensagens como "Comida barata novamente" e "Bolsonaro 2026".
Lula, aderindo à guerra dos bonés, também entrou na disputa. O próprio líder do Canadá escreveu em um boné a frase "O Canadá não está à venda", mostrando que a crise no mundo não é apenas política ou econômica, mas também estética. A disputa visual se tornou gigantesca, e qualquer gesto faz diferença na mobilização dos apoiadores.
Agora, símbolos visuais, como bonés, estão sendo usados para engajar a militância – seja no governo Lula, com "Brasil dos brasileiros", seja entre os aliados de Bolsonaro, com frases como "Comida mais barata", "Bolsonaro 2028" ou até uma versão adaptada de Trump: "Brasil Make America Great Again".
Inclusive, o presidente da Câmara, Hugo Motta, se pronunciou no X: "Boné serve para proteger a cabeça do sol, e não para resolver problemas do país", criticando essa disputa travada entre governo e oposição.
A disputa é estética, e veremos cada vez mais esse tipo de símbolo sendo usado para representar uma campanha eleitoral. Campanhas sempre tiveram camisetas, mas agora é preciso um slogan tático, capaz de capturar a atenção do público de forma rápida e direta.

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