Agora eu olho as redes sociais do Kim Kataguiri, uma das lideranças do MBL, ao lado do subprefeito Rafael Minatogawa, indicado pelo movimento para a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na cidade de São Paulo. É interessante perceber que o MBL surgiu como um movimento contra a corrente, contra o status quo, contra a política tradicional. Mas será que eles estão perdendo espaço para figuras como Guilherme e Nicolas, essa direita mais radical, e agora precisam do Estado para se eleger?
Acredito que sim. Na disputa por espaço, onde o debate agora é sobre posicionamento nas redes sociais, o MBL já não está mais na vanguarda. O movimento passou pelo que chamamos de institucionalização daqueles que gritaram demais. Existe uma frase que ouvi certa vez: ou você se adapta ou você quebra. E eles estão tentando se adaptar.
Mas basta olhar os próprios comentários nas publicações do Kim para perceber que o público já está criticando essa mudança. Afinal, quando você se coloca contra a corrente e depois vira a favor dela, a linha entre coerência e contradição se torna muito tênue.
Resta ver qual será o desempenho eleitoral de Kim Kataguiri na próxima eleição em São Paulo, especialmente considerando que Pavinato, um dos maiores nomes da direita na cidade, será candidato a deputado federal pelo PL, junto com Nicolas Ferreira.

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