O Instituto Afro-Indígena consolida, há dois anos, uma atuação decisiva na inclusão profissional de jovens das periferias de Curitiba e região metropolitana. A organização prioriza afrodescendentes, indígenas e imigrantes de países como Haiti, Venezuela e Cuba, destinando
metade das vagas a esses grupos. O foco é simples, direto e rigoroso: abrir caminhos reais para quem historicamente ficou distante das igualdades de oportunidades.

Desembargadora Dra. Neide dos Santos
A proposta opera no contraturno escolar, garantindo formação contínua e aproximação concreta com empresas parceiras no cumprimento da cota Jovem Aprendiz pela Lei 10.097/2000.
O trabalho envolve escuta ativa, orientações do mundo do trabalho e encaminhamentos dos futuros profissionais do mercado de trabalho garantindo a CLT, permitindo que os participantes ingressem no mercado preparados e confiantes. Cada turma reflete uma diversidade que
raramente encontra espaço em iniciativas tradicionais.
Nos últimos dias do MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA - Novembro, o Instituto promoveu ações que traduzem sua força. Em nos dias, 12, em Parceria com o Ministério Público do Trabalho no dia 13/11 na SEDE -Curitiba, 19/11 Colombo, 27/11 Araucária no mês de novembro de 2025,
ocorreu a inauguração do Programa Social de Pré - Aprendizagem, voltado à preparação inicial de adolescentes de 14 anos a 17 anos que buscam sua primeira experiência profissional. Já em 1º de dezembro, no Shopping Generoso, no centro de Curitiba, foi realizada a Aula Magna
do programa -Pré Aprendizagem, reunindo Profissionais da educação Profissional, adolescentes e parceiros institucionais. No dia 4, também no mesmo local, a Amostra de Talentos apresentou habilidades desenvolvidas ao longo da formação, aproximando empresas e futuros aprendizes afro descendentes pretos e pardos como outros grupos étnicos.
Essas atividades sinalizam uma política de formação comprometida com mobilidade social. O Instituto reúne parceiros públicos e privados para transformar trajetórias e fortalecer vidas que, muitas vezes, não foram reconhecidas pelo sistema educacional e econômico.

Juíza Dra. Angélica Nogara - TRT-9
A iniciativa cresce de forma estruturada, com expansão responsável e vínculos duradouros. Não se trata apenas de preparar trabalhadores, mas de afirmar sujeitos capazes de circular por espaços antes inacessíveis. O resultado aparece na autoestima, nas escolhas profissionais e na sensação de pertencimento construída por cada participante.
O Instituto Afro-Indígena demonstra que oportunidades existem quando instituições se comprometem com equidade. Jovens de territórios periféricos passam a enxergar horizontes antes inimagináveis. A combinação entre formação, acolhimento e parceria gera um impacto
que ultrapassa salas de aula e alcança famílias inteiras que trará a transformaçãosocioeconômica. Em 2024, a perspectiva de equidade racial no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) teve como principais destaques a aprovação da Resolução CNJ n.º 598/2024, que institui o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, e o lançamento do 1º Prêmio Equidade Racial. O "Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial" foi aprovado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em novembro de 2024, por meio da Resolução nº598/2024. Este protocolo é uma orientação obrigatória para todos os magistrados e membros do Poder Judiciário. Ele reúne diretrizes para que decisões judiciais considerem os efeitos do
racismo estrutural e da discriminação racial, buscando garantir decisões mais justas e inclusivas. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 27/24 cria o Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial. O principal objetivo do fundo é promover a igualdade de oportunidades e a inclusão social da população negra brasileira. A Câmara dos Deputados analisa a proposta.
Pelo texto, o novo fundo será administrado por um banco público federal, terá natureza privada e financiará projetos voltados à promoção cultural, social e econômica de brasileiros pretos e pardos. O fundo terá um conselho consultivo, que será formado por representantes do poder público e da sociedade civil, e terá como fonte de recursos: indenizações a serem cobradas das empresas que, reconhecidamente, lucraram com a escravidão da população negra no Brasil; doações internacionais; orçamento federal; e outras fontes previstas em lei.

Juiz Federal Dr Friedman
Orçamento garantido:
"É preciso criar mecanismos específicos para garantir que recursos públicos e privados sejam destinados a fortalecer social e economicamente a população negra", afirma o deputado Damião Feliciano (União-PB), autor do texto.
A intenção, explica o parlamentar, é garantir que essas pessoas possam "participar do jogo econômico em condições igualitárias". R$ 20 bi da União. A PEC determina que a União destine ao fundo, no mínimo, R$ 20 bilhões, sendo R$ 1 bilhão a cada ano após a promulgação da nova emenda constitucional.
Por fim, o texto deixa claro que as despesas da União com o fundo não estarão sujeitas a limites orçamentários específicos.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Essa é a dimensão transformadora do programa: criar portas onde antes havia muros. O futuro começa a se mover quando alguém se dispõe a abri-lo.
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Presidente: Prof. Alexandre Cezar

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