A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve por unanimidade nesta segunda-feira dia 24 de novembro a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, detido desde o último sábadodia 22 de novembro, com a suspeita de tentativa de fuga mesmo antes do fim do processo da alegada tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes para a prisão do ex-presidente foi levada para o colegiado em plenário virtual, com o voto do relator acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, formando um placar de 4 a 0.
Alexandre de Moraes na sua justificativa afirma que o ex-presidente reiteradamente descumpre medidas autelares impostas a ele, desde o mês de julho, quando tinha sido proibido o uso de suas redes sociais, em agosto, em meio à manifestação de apoiadores e agora neste fim de semana pela tentativa de violar a tornozeleira eletrônica.
"Não há dúvidas, portanto, sobre a necessidade da conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva, em virtude da necessidade da garantia da ordem pública, para assegurar a aplicação da lei penal e do desrespeito às medidas cautelares anteriormente aplicadas. JAIR MESSIAS BOLSONARO é reiterante no descumprimento das diversas medidas cautelares impostas", escreveu Moraes no despacho (Clique aqui e veja o Vídeo Completo).
O ex-presidente está em uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasilia, aonde passou por uma audiênca de custódia neste domíngo dia 23 de novembro com um juiz auxiliar de Alexandre de Moraes que comprovou a legalidade e o cumprimento das regras para a prisão.
"Na Audiência de Custódia realizada em 23 de novembro de 2025, JAIR MESSIAS BOLSONARO, novamente, confessou que inutilizou a 'tornozeleira eletrônica', com cometimento de falta grave, ostensivo descumprimento da medida cautelar e patente desrespeito à Justiça. Presentes, portanto, os requisitos necessários para a decretação da prisão preventiva", seguiu Moraes na decisão.
Em audiência de custódia neste dominto dia 23 de novembro, o ex-presidente disse que o uso de medicamentos fez ele tentar a violação da tornozeleira eletrôncia, na sexta e no sábado, o que acenteu um aletra na Polícia Federal que lovou o ministro Alexandre de Moraes e emitir a prisão preventida do ex-presidente.
Jair Bolsonaro disse ainda que estava com uma “alucinação” de que havia alguma “escuta” na tornozeleira, por isso tentou abrir a tampa do dispositivo. Falou ainda que não se lembra de um “surto dessa natureza” em outra ocasião. Também disse que estava sozinho em casa com a filha, o irmão mais velho e um assessor, e que nenhum deles o viu manipulando a tornozeleira. O ex-presidente disse ainda que não tinha qualquer intenção de fuga e que não houve rompimento da cinta.

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