A decisão de Flávio Dino determinou que sanções, decisões judiciais ou ordens executivas de governos estrangeiros não têm validade automática no Brasil, só podendo ser aplicadas mediante autorização do STF ou por meio de cooperação jurídica internacional formal, o objetivo foi moderar os efeitos da Lei Magnitsky dos EUA, aplicada ao ministro Alexandre de Moraes.
Após críticas de que a decisão poderia isolar o Brasil no cenário internacional, Dino publicou um despacho complementar esclarecendo que tribunais supranacionais (como a Corte Interamericana de Direitos Humanos), criados por tratados ratificados pelo Brasil, não estão contemplados nessa limitação
Publicidade
Impacto no Mercado Financeiro
- Perda bilionária: os bancos brasileiros perderam mais de R$ 41 bilhões em valor de mercado após a decisão, devido ao temor de que instituições que ignorassem sanções dos EUA pudessem ser penalizadas;
- Banco do Brasil: queda de aproximadamente 6,03 %, com cotação em torno de R$ 19,80;
- Santander: -4,87 %, BTG Pactual: -3,48 %, Bradesco: -3,42 %, Itaú: -3,04 %;
- Ibovespa: o principal índice da Bolsa brasileira registrou a maior queda do ano, recuando 2,10 %, fechando aos 134.432 pontos;.
- Dólar em alta: o dólar comercial subiu 1,19 %, encerrando o dia cotado a R$ 5,499, chegando a ultrapassar os R$ 5,50.
A ação do ministro Flávio Dino, ao restringir a aplicação automática de sanções internacionais no Brasil, especialmente aquelas relacionadas à Lei Magnitsky gerou instabilidade e incerteza jurídica no mercado financeiro. Isso resultou em fortes perdas para o setor bancário, tanto em valor de mercado quanto em cotações das ações, além de impulsionar a desvalorização do real frente ao dólar.
O que é a lei Magnitsky
A Lei Magnitsky é uma legislação criada inicialmente nos Estados Unidos em 2012, depois expandida em 2016 como Global Magnitsky Act. O nome vem de Sergei Magnitsky, advogado e auditor russo que denunciou um grande esquema de corrupção ligado a autoridades do governo da Rússia.
Após suas denúncias, ele foi preso em 2008 e morreu em 2009 em uma prisão russa, sob suspeita de ter sido torturado e de não ter recebido tratamento médico adequado, o caso ganhou repercussão internacional, levando os EUA a criarem uma lei em sua memória.
O que a lei faz
Permite que os EUA (e depois outros países que adotaram legislações semelhantes, como Reino Unido, Canadá e União Europeia) apliquem sanções unilaterais contra pessoas ou entidades estrangeiras envolvidas em corrupção, violações graves de diretios humanos e outros crimes. Essas sanções podem incluir, congelamento de bens em território americano, proibição de entrada nos EUA e restrições financeiras (ninguém no sistema bancário americano pode negociar com os sancionados).
Permite que os EUA (e depois outros países que adotaram legislações semelhantes, como Reino Unido, Canadá e União Europeia) apliquem sanções unilaterais contra pessoas ou entidades estrangeiras envolvidas em corrupção, violações graves de diretios humanos e outros crimes. Essas sanções podem incluir, congelamento de bens em território americano, proibição de entrada nos EUA e restrições financeiras (ninguém no sistema bancário americano pode negociar com os sancionados).
Depois dos EUA, vários países aprovaram leis semelhantes, conhecidas como “leis Magnitsky globais”, tornando-se um instrumento de pressão diplomática contra governos e indivíduos acusados de corrupção ou abusos.
No caso recente do Brasil, a polêmica surgiu porque a Lei Magnitsky dos EUA foi aplicada contra o ministro Alexandre de Moraes, e a decisão do ministro Flávio Dino (STF) buscou impedir que essas sanções tivessem efeito automático dentro do país.
Agora resta saber se nossas "Autoridades" entenderam o funcionamento da Lei e o que ela pode acarretar a seus "Pares" e ao povo brasileiro.
FONTE/CRÉDITOS: Portal Paraná Oficial

Comentários: