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Quinta-feira, 07 de Maio de 2026
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Brincadeiras de faz de conta

Benefícios para o desenvolvimento e os limites da imaginação

Brincadeiras de faz de conta
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Você já deve ter visto uma criança conversando com uma boneca, salvando o mundo como super-herói ou servindo comidinha invisível no pratinho de brinquedo, não é? Essas cenas encantadoras fazem parte das chamadas brincadeiras simbólicas — ou, como muita gente conhece, o famoso “faz de conta”.

Mas você sabia que esse tipo de brincadeira é essencial para o desenvolvimento das crianças?

Pois é! Muito além da diversão, o faz de conta ajuda a estimular a imaginação, a linguagem, a criatividade e as habilidades sociais. Ao simular situações, criar personagens e interpretar diferentes papéis, a criança não só se diverte, mas também explora sentimentos, entende o mundo à sua volta e aprende a se comunicar melhor.

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Segundo especialistas em educação e psicologia infantil, brincar de faz de conta é como ensaiar para a vida real. A criança experimenta ser mãe, pai, professora, médico, bombeiro… e, assim, começa a entender como funcionam as relações, os papéis sociais e até mesmo as regras de convivência.

Apesar de todos esses benefícios, é importante ficar de olho em como e quando o faz de conta acontece. Até os 6 ou 7 anos, é super comum que as crianças misturem fantasia com realidade, e isso é esperado nessa fase. Mas o que acontece quando essa brincadeira começa a interferir no dia a dia?

Alguns sinais podem indicar que algo não está indo bem:

  • a criança só quer brincar de faz de conta e evita interações reais;
  • Ela começa a recusar atividades básicas como comer, dormir ou ir à escola, porque está “presa” na fantasia;
  • cria personagens imaginários de forma constante para justificar comportamentos ou fugir de responsabilidades;
  • tem dificuldade de aceitar acontecimentos reais, preferindo sempre uma versão fantasiosa.

Isso não significa que o faz de conta está errado, pelo contrário, ele é fundamental. Mas como tudo na infância, precisa de equilíbrio e acompanhamento. O segredo está no olhar atento dos adultos. Participar das brincadeiras, conversar com a criança sobre o que ela está imaginando e ajudar a diferenciar fantasia de realidade são atitudes importantes.

Se os sinais de confusão entre real e imaginário forem muito intensos ou persistentes, vale conversar com um profissional, como um psicólogo infantil. Isso porque, muitas vezes, o excesso de fantasia pode estar tentando compensar algo que a criança está sentindo, como insegurança, medo ou dificuldade de se expressar.

É preciso entender que a brincar de faz de conta é uma forma da criança se desenvolver, criar e aprender. Com afeto, presença e sensibilidade, os adultos podem ajudar a garantir que essa fase tão mágica aconteça de maneira saudável e positiva.

Afinal, como disse o escritor Rubem Alves:

“Toda criança é um artista, um inventor, um sonhador. E o brincar é o seu maior laboratório.”

FONTE/CRÉDITOS: Patrícia Penkal de Castro
Comentários:
Patrícia Penkal de Castro

Publicado por:

Patrícia Penkal de Castro

Pedagoga, Neuropsicopedagoga e mestre em Teoria Literária.

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