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Domingo, 03 de Maio de 2026
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MELANOMA: O QUE ESTAMOS ERRANDO AO FALAR DE SOL, PELE E CÂNCER?

Se o sol fosse o grande vilão, por que o câncer de pele explodiu justamente quando passamos a evitá-lo?

MELANOMA: O QUE ESTAMOS ERRANDO AO FALAR DE SOL, PELE E CÂNCER?
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Essa pergunta incomoda. E ela precisa incomodar. Dados históricos dos Estados Unidos da América mostram que, em 1900, cerca de 75% da população trabalhava ao ar livre, com alta exposição solar diária. O câncer de pele era raro. Em 2000, menos de 10% mantinha esse tipo de exposição, e o câncer de pele tornou-se o mais comum no país. O sol é o mesmo. O ser humano, não.

Então, onde está o erro?

Será que todo raio solar é igual?
Não. A ciência diferencia claramente UVB e UVA. O UVB causa queimadura, vermelhidão e alerta imediato. Já o UVA penetra profundamente na pele, atravessa vidro, não dói, não queima — mas envelhece, mancha e danifica silenciosamente o DNA. É ele que escurece a pele. É ele que age no longo prazo.

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E os protetores solares resolvem isso?
Nem sempre. O FPS mede basicamente proteção contra UVB. O PPD é quem mede proteção contra UVA. Para haver equilíbrio real, o PPD deveria ser ao menos 1/3 do FPS, protegendo UVA1, UVA2 e UVB. Essa informação raramente é explicada ao consumidor. E pior: poucos produtos cumprem esse critério de forma adequada.

Estamos realmente protegendo a pele… ou apenas criando uma falsa sensação de segurança?

E o que dizer dos componentes desses filtros?
Substâncias como o 4-MBC, já banidas nos EUA e na Europa, continuam liberadas no Brasil. A literatura científica descreve seu efeito como disruptor endócrino, com ação estrogenizante — um fator que favorece inflamação crônica e desequilíbrio metabólico. Isso não é opinião. É bioquímica.

Mas e o câncer em si? Ele nasce apenas de mutações genéticas?
Aqui a ciência dá um salto. O pesquisador Dr. Thomas Seyfried, do Boston College (EUA), propõe que o câncer seja, fundamentalmente, uma doença metabólica mitocondrial. Em estudos com melanoma, núcleos de células cancerosas — cheios de mutações — foram transferidos para citoplasmas saudáveis. Resultado? O câncer não se manifestou. A falha não estava no gene, mas na mitocôndria.

Se a mitocôndria adoece, a célula perde sua capacidade normal de gerar energia. O câncer passa a depender de glicose e glutamina para sobreviver. Esse é um dado replicado em diversos artigos científicos. Não é achismo. É metabolismo celular.

Então combater o câncer é apenas “matar células”?
Ou é corrigir o terreno onde elas crescem?

Na Clínica Médica MP , nossa abordagem parte exatamente desse princípio: avaliar o terreno metabólico, inflamatório, hormonal e mitocondrial do paciente, com rastreamento precoce e decisões personalizadas. Não prometemos milagres. Trabalhamos com evidência, fisiologia e estratégia.

Sou Dr. Letulius, médico, e acredito que a medicina do futuro não será simplista nem baseada em slogans. O sol não é o inimigo isolado. O verdadeiro risco está na desinformação, nos produtos mal avaliados e na falta de pensamento crítico.

A boa medicina começa com boas perguntas.
E boas perguntas salvam vidas.

Clínica Médica MP
(41) 99290-4044
contato@clinicamedicamp.com.br
@clinicamedica.mp

FONTE/CRÉDITOS: Clínica Médica MP / Dr. Letulius
Comentários:
DR. LETULIUS

Publicado por:

DR. LETULIUS

Pablius Letulius Barros Lira, 46 anos, médico e empresário.

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