Simples e estrategicamente inteligente: uma versão modernizada da política do Big Stick—falar manso enquanto se exibe o grande porrete. Trump não é admirador de Putin, mas busca paz e um mundo mais estável e próspero, livre das ambições imperialistas da Rússia e da China.
Enfrentar essas aspirações de forma direta, correndo o risco de uma guerra nuclear, é inteligente? Não.
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Sanções econômicas resolvem o problema sozinhas? Também não.
Faz sentido continuar injetando dinheiro em uma guerra que não é sua, sem qualquer contrapartida? Definitivamente não. (Mas foi exatamente isso que Biden fez).
O que é inteligente, então? Falar uma linguagem que o adversário entenda, respeite ou, no mínimo, tema.
Trump adota um tom apaziguador enquanto lança desafios provocativos:
- Palestina e Israel não se entendem? Que tal os EUA administrarem Gaza?
- Putin e Xi querem anexar partes da Ucrânia e de Taiwan? E se os EUA tomassem o Panamá, a Groenlândia e o Canadá?
- A China desenha novas fronteiras para expandir seu mar territorial? E se os EUA simplesmente mudassem o nome do Golfo do México?
Simples assim. E ninguém poderia fazer nada.
Trump está dando um puxão de orelha geopolítico, mostrando que os EUA não aceitarão mais ficar imobilizados em nome de uma superioridade moral enquanto o resto do mundo tira vantagem disso.
Ele sabe quem são os inimigos e entende que é essencial manter os aliados por perto—e os inimigos ainda mais próximos, para antecipar seus movimentos.
Muitos, assim como Zelensky, ainda não perceberam que há novas cartas na mesa e uma nova estratégia em jogo. Não existe um cenário em que a Ucrânia saia 100% vitoriosa nesta guerra, a menos que algum país extremamente altruísta decida bancá-la por completo. E ninguém está disposto a isso. Nem mesmo a Europa, que até pouco tempo atrás mal queria bancar a OTAN, deixando os EUA pagarem a maior parte da conta.
Agora, os europeus finalmente acordaram. Sabem que terão que meter a mão no bolso. A social-democracia progressista, que se sustentava entre discursos vazios e caviar, está descobrindo que a realidade não perdoa.
Até recentemente, estavam preocupados em censurar a direita e calar a liberdade de expressão, enquanto negligenciavam a defesa. Isso não será tolerado na administração Trump.
Simples assim.
FONTE/CRÉDITOS: MATHEUS SIMÕES
O texto acima expressa a visão de quem o escreveu, não necessariamente a de nosso portal.

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