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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026
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COMO IDENTIFICAR SE SEU FILHO ESTA USANDO DROGAS

COMO IDENTIFICAR SE TEU FILHO OU ALGUÉM QUE VOCÊ CONHECE ESTÁ USANDO DROGAS OU SE BLINDAR CONTRA ESSE MAL

COMO IDENTIFICAR SE SEU FILHO ESTA USANDO DROGAS
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Quando falamos em drogas, imaginamos que é um assunto muito distante da nossa realidade, algo que nunca acontecerá em nossa família ou dentro da nossa casa. E estamos errados. 
A cada dia que passa, esse mal tem tomado conta da sociedade, e não há classe social, idade ou gênero blindado contra esse mal do século XXI.

Infelizmente, ele está muito mais próximo do que imaginamos. Por isso, estou aqui hoje para alertar principalmente os pais e mães sobre como identificar se seu filho ou alguém próximo está usando drogas, para que possam tomar medidas e ajudá-lo a sair dessa situação. 
Sabemos que a rotina do dia a dia é corrida, especialmente para mães solo, muitas vezes sem o apoio paterno. Mas saibam que mães serão mães em todas as situações, porque uma mãe não abandona seu filho. E, quando uma mãe perde um filho para as drogas, todas as mães perdem juntas. Estamos na luta para que mais pais e mães possam evitar ou tratar seus filhos antes que o pior aconteça.

Eu, Cristiane Lins, Policial Militar há 12 anos, fui “apresentada” às drogas muito cedo, entre 12 e 13 anos. Era uma pré-adolescente cheia de sonhos e com uma imensa vontade de viver. Sempre tive uma vida regrada, com boa educação e estrutura familiar, e isso foi o diferencial para que eu não entrasse no mundo das drogas. Aos 13 anos, fui passar férias na casa de uma amiga de infância que havia se mudado para o litoral paranaense. Mal sabia eu que ela já estava viciada em crack.
Dos 20 dias que passei “passeando”, fiquei 19 em uma casa conhecida como “mocó”, local frequentado por usuários de drogas. Lá, tive o desprazer de conhecer todas as drogas e coisas ruins. Graças a Deus, sempre soube que não deveria fazer nada que não pudesse contar para minha mãe. Nunca tive vontade de experimentar drogas, mas vivi dias que jamais gostaria de ter vivido. Presenciei o dono da casa, um senhor de 50 anos, ter uma crise semelhante a uma overdose.

Vi meninas pré-adolescentes se prostituindo em troca de drogas. Aquele era o início do fim para muitas famílias. Mesmo sem me envolver diretamente, corri grande risco de vida. Estava em um local com drogas, objetos de furto e prostituição de menores. A qualquer momento poderia haver uma abordagem policial, e eu, estando no local, poderia ser levada à delegacia. 
Como explicaria que aquelas drogas e objetos roubados não eram meus? Infelizmente, esse é o pensamento de muitos jovens e adolescentes: “Eu ando com fulano, mas não faço nada de errado.” Além de correrem riscos, acabam sendo rotulados como usuários. Estou aqui para alertar você, mãe, que sai para trabalhar e fica pensando se seu filho realmente foi à escola, se está mesmo na casa do amigo ou se está se envolvendo com coisas erradas.

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A droga é INCURÁVEL, PROGRESSIVA E FATAL. 
• INCURÁVEL porque, uma vez dependente químico, a pessoa será dependente pelo resto da vida. 
• PROGRESSIVA porque, quanto mais usa, mais sente a necessidade de consumir e busca drogas mais fortes. 
• FATAL porque é um suicídio lento. Por isso, a preocupação com jovens e adolescentes é tão grande. 

Nessa fase, eles tomam decisões erradas que podem acarretar problemas para o resto da vida. As drogas entram de forma silenciosa e muitas vezes passam despercebidas pela família, seja pela correria do dia a dia ou pela falta de informação. Existem vários tipos de drogas, e cada uma provoca uma reação diferente, mas o comportamento do usuário é semelhante.

Ele começa a mentir sobre onde está e com quem anda, sente necessidade constante de dinheiro para sustentar o vício e pode demonstrar mudanças como: 
• Insônia ou sono excessivo (dependendo da droga usada); 
• Falta de apetite; 
• Agitação ou agressividade; 
• Depressão, isolamento, ansiedade ou descontrole emocional.

Os pais devem observar o comportamento dos filhos, conhecer suas amizades e ter conversas francas sobre o tema, expondo sua opinião e ouvindo a do jovem. Se necessário, procure ajuda profissional, como psicólogos, para orientar essa fase tão decisiva. Mostre ao seu filho exemplos reais de pessoas que, ao usarem drogas pela primeira vez, acreditaram que tinham controle, mas hoje estão longe de suas famílias, morando nas ruas, presas ou arrependidas. O caminho não é fácil, mas, com fé em Deus e muita luta, podemos salvar muitos jovens desse mal que atormenta a sociedade.

FONTE/CRÉDITOS: Cristiane Lins
Comentários:
CRISTIANE LINS

Publicado por:

CRISTIANE LINS

34 anos, moradora de Curitiba/PR, Policial militar há 12 anos, proprietária da empresa Pinhal Clean há 6 anos, cursando o último período de Educação Física, especialista em Empreendedorismo Feminino e Palestrante.

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