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Segunda-feira, 11 de Maio de 2026
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Tecnologia e infância

Vilã ou aliada?

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Vivemos em um mundo cada vez mais digital, e o contato precoce das crianças com telas — como tablets, celulares e videogames — tornou-se inevitável. Diante disso, surgem questões importantes: qual o tempo ideal diante das telas? Como limitar o uso das tecnologias de forma saudável?

Especialistas alertam: o uso excessivo e sem supervisão pode causar ansiedade, tristeza, isolamento social e até dificuldades cognitivas. Por outro lado, tecnologias bem utilizadas podem estimular o aprendizado, a criatividade e o pensamento crítico. Jogos educativos e vídeos informativos, por exemplo, podem ser grandes aliados no desenvolvimento infantil.

O papel da família
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, crianças com menos de 2 anos não devem ter contato com telas. Entre 2 e 5 anos, o tempo deve ser de até uma hora por dia, sempre com supervisão. Acima dessa idade, é essencial criar regras claras, promovendo também o equilíbrio com brincadeiras, leituras e interações reais.

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Vilã ou aliada?
Oferecer um tablet ou celular a uma criança não é, por si só, um problema. O risco está no uso descontrolado, sem orientação ou limites. A tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta de aprendizado, mas também um risco silencioso quando usada como "babá digital".

Devemos, portanto, ensinar as crianças que a tecnologia tem dois lados: um que estimula e outro que adoece. O desafio é transformar as telas em aliadas, sem abrir mão da responsabilidade de educar para o uso consciente.

A pergunta que fica é: estamos ensinando nossas crianças a dominar a tecnologia ou estamos deixando que ela as domine?

FONTE/CRÉDITOS: Patrícia Penkal de Castro
Comentários:
Patrícia Penkal de Castro

Publicado por:

Patrícia Penkal de Castro

Pedagoga, Neuropsicopedagoga e mestre em Teoria Literária.

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