Nesta semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, fez um movimento firme para mostrar que não é um presidente fraco. Em meio às tensões políticas, ele tentou conter os ânimos de Lula, dos petistas e dos bolsonaristas, que estão em confronto após o possível indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Procuradoria-Geral da República.
O Congresso virou um verdadeiro campo de batalha. De um lado, os petistas exigem a prisão de Bolsonaro e se opõem a qualquer possibilidade de anistia. Do outro, os bolsonaristas defendem o ex-presidente e atacam Lula, chamando-o de ladrão. O clima é de gritaria generalizada, com um embate constante entre os dois grupos.
Diante desse cenário caótico, Hugo Motta subiu ao púlpito, sentou-se em sua cadeira e mandou um recado claro, Aqui não é a casa da mãe Joana!
Ele reafirmou que não é um presidente frouxo e que tem coragem de enfrentar os desafios de liderar a Câmara dos Deputados em um momento de profunda polarização política. Segundo ele, o plenário precisa se dar ao respeito.
Mas será que os políticos estão dispostos a aceitar essa postura?
Em um cenário onde o TikTok, os likes e o engajamento nas redes sociais valem muito mais do que um discurso na tribuna, a política tradicional enfrenta uma grande transformação. A verdade é que poucos brasileiros ainda param para ouvir A Voz do Brasil, mas milhões acompanham os embates políticos pelas redes sociais.
E é exatamente isso que preocupa os parlamentares mais experientes. O que importa hoje é "lacrar". O deputado que não aparece no TikTok ou no Instagram simplesmente não sobrevive politicamente. Até mesmo aqueles que sempre dependeram das emendas parlamentares para se manter no poder estão apreensivos. Afinal, um "deputado TikToker" pode facilmente tomar seu lugar na próxima eleição.
A realidade é que essa nova forma de fazer política já está moldando o futuro do Congresso. Centenas de vereadores pelo Brasil foram eleitos única e exclusivamente por sua força nas redes sociais. Aqui mesmo em Curitiba, conheço vários que disputarão as próximas eleições com essa estratégia e têm grandes chances de se tornarem deputados federais.
Por isso, Ulysses Guimarães já dizia:
"Se você não gosta deste Congresso, espere pelo próximo."
E eu acredito que o próximo pode ser ainda pior do que a atual legislatura (2023-2027). Mas o futuro já não pertence mais a Deus. O futuro pertence às redes sociais. Ou melhor, pertence a Mark Zuckerberg, o "Deus" das redes sociais.

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