Muito se discute dentro da política sobre a transição de uma geração para uma nova geração política. Sempre que um jornal aborda mudanças e novidades na política, questiona-se a necessidade de uma nova geração ocupar os espaços de poder. Mas raramente se discute qual seria o melhor mecanismo para fazer essa transição. Eu acredito que o melhor mecanismo de transição geracional, formação de quadros e construção política ideológica são as juventudes partidárias.
Hoje, qualquer partido minimamente organizado tem sua juventude partidária, que desempenha essa função. E, na minha visão, as juventudes partidárias têm três funções principais. A primeira é a qualificação dessas novas lideranças. E, quando digo qualificação, refiro-me à qualificação política, ideológica e acadêmica, para que a pessoa, ao ocupar um espaço de poder, esteja plenamente preparada.
A segunda função é a formação na disputa política, entendendo o que é disputar. Quando você participa de uma juventude partidária, aprende como funciona a disputa eleitoral, como se dá a disputa política nos conselhos e até no movimento estudantil. A juventude partidária é uma verdadeira escola de formação.
A terceira função é, de fato, a transição geracional. Uma juventude partidária bem financiada, bem qualificada e bem estruturada tem a capacidade de conduzir essa transição de forma eficiente, formando lideranças que assumirão o protagonismo político. Isso é algo que inclusive a mídia deveria entender: o papel essencial das juventudes partidárias na transição geracional. Acredito que, sem juventude partidária, não há transição geracional. Por isso, é fundamental que valorizemos essas organizações como espaços de formação de novas lideranças políticas.
Essa importância é evidente quando olhamos para grandes lideranças políticas que começaram nas juventudes partidárias. Antônio Carlos Magalhães Neto, Leonel Brizola. Outro exemplo incluem o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que começou na juventude partidária apoiando a candidatura de César Maia, depois se tornou subprefeito e iniciou sua carreira política. A juventude partidária, portanto, é um espaço fundamental de formação e construção de lideranças.
Concluindo, as juventudes partidárias são indispensáveis para a renovação da política e a formação de novas lideranças. Elas representam o principal instrumento para garantir uma transição geracional bem-sucedida.

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