Primeiro, Dom Rafael, que queria a Secretaria de Cidades e acabou não recebendo. Mas, mesmo assim, obteve uma secretaria importante, onde pôde reafirmar seu discurso ecologista.
Em segundo lugar, há uma grande liderança do Oeste que, pasmem, se não for candidato a deputado federal, será uma grande oportunidade perdida. Ele praticamente já está eleito. No entanto, sabemos que há conversas com o deputado federal Giacobo. Na minha interpretação, se todos os acordos que Giacobo estabeleceu nessa eleição se concretizarem, ele será o homem mais votado da história do PL no Brasil.
Mas vejam bem, a política não é simples. Existem outras lideranças ocupando esses espaços. Em terceiro lugar, a escolha de Ulisses Maia para ser secretário de Planejamento é uma tentativa do governador de ter um candidato competitivo na grande Maringá, até para segurar outros candidatos da cidade. Ou seja, trata-se de uma readequação necessária. Ulisses, que não conseguiu eleger o sucessor, é o único entre os três prefeitos citados que não o fez. Porém, é um político habilidoso, com voto e com anseios. Acredito que ele será candidato a deputado estadual.
Agora, esse rearranjo revela quem é o candidato do governador. Márcio Nunes pode ir para a Secretaria ou para deputado federal. Sandra Alex será candidata à reeleição. E aí entra a grande novidade: Guto Silva. Eu disse há um tempo que o G da questão era de Guto, pois ele é o candidato do governador. Porém, é a primeira vez na história do estado do Paraná que o governador quer fazer esse movimento. Vamos ver como se desenrola.
Sérgio Moro também está se movimentando, conversando com o PP e outros partidos do centrão, até mesmo com o Podemos. Álvaro Dias volta a ser relevante por causa da sua força eleitoral. E o grande fechamento dessa história não são os partidos de esquerda, mas sim o próprio PL. O que fará o PL do presidente Bolsonaro? Pelo histórico, é provável que apoie Ratinho Júnior. Mas a grande dúvida é: Ratinho conseguirá manter o apoio do PL após oito anos? Não sei se será tão fácil assim. O jogo está aberto. Seja para senador, deputado federal, a eleição de 2024 mostrou que, na política, é preciso ter coragem, e coragem tem um preço.

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