Na última segunda-feira, o ex-deputado Fernando Francischini tomou posse como presidente estadual do Partido Solidariedade. Alguns pontos precisam ser analisados diante dessa posse.
Primeiro, houve a conversa entre o deputado Fernando Francischini, sua esposa, a deputada Flávia Francischini, e o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, com o governador do estado do Paraná, Ratinho Júnior. Essa conversa foi posteriormente divulgada nas redes sociais, quase como uma deferência ao governador. Além disso, o secretário da Casa Civil, Ortega, representando o governador, esteve presente na posse de Francischini como presidente do partido, sentando-se até mesmo na mesa de honra.
Estiveram presentes na posse do Solidariedade deputados e lideranças, como o deputado estadual Samuel Dantas, o ex-deputado Boca Aberta, entre outras figuras importantes do partido no Paraná. Essas lideranças estão de olho na legenda para as eleições de 2026.
O deputado Francischini é conhecido como um grande articulador político. Seu filho, Felipe Francischini, filiado à União Brasil, parece ter aprendido com o pai essa habilidade de construção política. No entanto, algumas perguntas precisam ser feitas: ambos, pai e filho, serão candidatos nessas eleições? Teremos dois times na urna?
A deputada Flávia Francischini está saindo do União Brasil, o que é algo conhecido nos bastidores. O senador Sérgio Moro, candidato a governador do Paraná, precisa de uma legenda, e não está claro se a família Francischini conseguirá impor um projeto político próprio. Esse aceno ao governador Ratinho Júnior, principal adversário de Sérgio Moro, mostra as dificuldades políticas e os arranjos que o senador precisará fazer para conquistar uma legenda e aliados na eleição de 2026.

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