Portal Paraná Oficial - Seu portal de notícias!

Quinta-feira, 23 de Julho de 2026
Portal
Portal

Colunas/Notícias do Mundo

DONALD TRUMP

A VOLTA DO PARTIDO REPÚBLICANO À PREDIDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS

DONALD TRUMP
PORTAL PARANÁ OFICIAL
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

A eleição de Donald Trump marcou a volta do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos. Contudo, existe um novo momento dentro do próprio Partido Republicano em sua construção política para o futuro. Nessa eleição, Donald Trump saiu da política tradicional e fez uma política diferente do que estava acostumado no primeiro mandato. Antes, ele mantinha uma relação com o Partido Republicano mais tradicional. Na escolha do seu vice, em 2016, ele escolheu Mike Pence, um republicano governador que representava uma ala conservadora e tradicional do partido, mesmo sendo defensor de Trump, Mike Pence era representante desse conservadorismo tradicional do Partido Republicano.

Na tentativa de interromper a contagem de votos, foi Mike Pence, então vice-presidente dos Estados Unidos e presidente do Senado, quem manteve a votação e homologou Joe Biden como presidente dos Estados Unidos. Há quem acredite que, se não fosse Mike Pence na vice-presidência e presidindo o Senado na contagem dos votos, a posse do presidente dos Estados Unidos não teria ocorrido, o que levaria o país a uma crise institucional.
Nessa eleição, Trump mudou sua estratégia e escolheu como vice-presidente J.D. Vance.
J.D. Vance é senador dos Estados Unidos pelo estado de Ohio. Ele tem apenas 40 anos e uma história muito intrigante, que representa literalmente a ascensão ou o famoso sonho americano. J.D. é filho de uma família trabalhadora; sua mãe, enfermeira, enfrentava problemas com drogas, e ele foi criado por sua avó materna. Concluiu duas faculdades — Ciência Política e Filosofia — na Universidade de Ohio e Direito na Universidade de Yale. Ele também trabalhou no Vale do Silício em empresas de tecnologia e escreveu um best-seller muito famoso chamado Hillbilly Elegy, que em português foi traduzido como Era Uma Vez um Sonho.

J.D. representa a classe trabalhadora norte-americana. Em meio à conjuntura de crises nos Estados Unidos, sua figura ganha importância. Sabemos que o presidente Biden renunciou e Kamala Harris assumiu, mas J.D. Vance simboliza algo maior: o sonho americano de ascensão. Com 40 anos, ele é senador, um empresário de sucesso, autor de um livro aclamado, e sua história foi adaptada para um filme na Netflix que recomendo: Era Uma Vez um Sonho.
Essa trajetória é um contraste em relação a Trump, que nasceu bilionário, filho de um bilionário prestigiado. Já J.D. é um conservador católico, casado com uma filha de imigrantes indianos que conheceu na faculdade de Direito, e se tornou um representante autêntico da classe trabalhadora norte-americana. Sua escolha como vice na chapa republicana é estratégica para um partido que muitas vezes se desconecta dessa classe.
Curiosamente, foi o Partido Republicano, e não o Democrata — historicamente defensor da classe trabalhadora —, que deu espaço a alguém com essa história. Além disso, Trump também nomeou Lori Chavez-DeRemer, uma deputada elogiada pelos sindicatos, para a Secretaria de Trabalho. Essas decisões mostram como Trump, mais uma vez, tenta se conectar com a classe trabalhadora norte-americana, que enfrenta desemprego, perda de perspectivas, e problemas relacionados à imigração e à China.

Publicidade

Leia Também:

A saída de muitas empresas norte-americanas do "Cinturão da Ferrugem" para países com custos de produção mais baixos acentuou a desindustrialização e as dificuldades econômicas de várias regiões. Isso reforça a adoção de medidas protecionistas para defender tanto a classe trabalhadora quanto as grandes empresas norte-americanas, incentivando-as a permanecer nos Estados Unidos.

A postura nacionalista de Trump vai na contra mão da globalização e é vista como necessária por muitos para proteger os empregos e fortalecer a economia nacional. A pergunta que fica é: por que o Partido Republicano, tradicionalmente defensor da globalização, abandonou esse dogma para priorizar a classe trabalhadora e as empresas nacionais? A resposta parece estar na constatação de que o neoliberalismo e a globalização falharam em gerar empregos e garantir o bem-estar dessa classe trabalhadora.

FONTE/CRÉDITOS: LUAN AZEVEDO
Comentários:
LUAN AZEVEDO

Publicado por:

LUAN AZEVEDO

Luan Azevedo, 26 anos, historiador, ex-vice-presidente da União Paranaense dos Estudantes, ex-conselheiro de juventude e atual presidente estadual da Juventude do PDT. Acumula 6.582 votos em três eleições.

Saiba Mais

Veja também

Envie sua mensagem!!!